Sou o maior de todos os bregas!

O pernambucano Orlando Dias, cujo nome de batismo era José Adauto Michiles, não deixava por menos, insistia em sua convicção de que ninguém era mais brega que ele.  Orlando  começou a aparecer na cena musical  menino ainda, aos 11 anos, integrando um conjunto vocal na cidade do Recife. 

Em 1950 mudou-se para o Rio de Janeiro onde foi contratado pela rádio Mayrink Veiga e em 1952 gravou seu primeiro disco. Dez anos mais tarde já era considerado o “rei do brega brasileiro” emplacando um sucesso seguido do outro notabilizando-se pelas interpretações teatrais.

Costumava ajoelhar-se no palco enquanto cantava e, ao final da apresentação  despedia-se da plateia acenando com um lenço branco e exclamando “Obrigado, minhas fãs!”, frase que se tornou sua marca registrada. Em 1999, Orlando Dias foi entrevistado no programa Memória na rádio Bandeirantes. Estava triste e inconformado com o seu ostracismo:

Orlando Dias foi citado em inúmeras ocasiões por muitos cantores que se diziam influenciados por ele, caso dos dois Agnaldos, o Rayol e o Timóteo, além de Cauby Peixoto e Reginaldo Rossi. O cantor, que sofria do Mal de Parkinson, morreu no Rio de Janeiro, em consequência de um infarto, no dia 11 de agosto de 2001, dez dias depois de completar 78 anos.

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Milton Parron

Milton Parron começou a carreira em 1960 e testemunhou os grandes acontecimentos policiais, esportivos, políticos e culturais em São Paulo e no Brasil. É um dos maiores repórteres da história do rádio brasileiro.

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