Sim, rua São Bento 365, segundo andar, centro velho de São Paulo. Foi lá que se instalaram, num imóvel alugado, os primeiros encarregados da implantação de um empreendimento, modesto em seu nascedouro, que ao longo dos anos alcançaria um gigantismo com o qual nenhum deles havia sequer sonhado lembrando muito uma corrida de revezamento onde a passagem do bastão para o atleta seguinte é fundamental para a vitória do grupo. Todos que se sucederam no comando daquela edificação, uns mais outros menos, cumpriram com destaque o seu papel.
Marco número um – Tito Fleury, primeiro locutor da rádio Bandeirantes, contratado em 1937.

Apressando o passo, onze quilômetros à frente você se verá diante de outra antiga placa, trata-se do marco número dois fincado naquele local em 1948.
Marco número dois – João Jorge Saad, assumiu a direção da rádio Bandeirantes em 1948 e promoveu durante os 50 anos em que esteve no seu comando as mais revolucionárias conquistas tecnológicas e modernização de sua programação, que servem de modelo até hoje no campo das comunicações.

Mais onze quilômetros, um novo registro, este eternizado a partir de 1959 por intermédio de outra placa, seria o marco número três nesta contagem empírica.
Marco número três – Para as gerações mais jovens, o dinamismo do Jornalismo da rádio Bandeirantes pode ser avaliado num simples passar de olhos nesse anúncio estampado na revista Manchete no dia 23 de maio de 1959.

Nota-se, facilmente, que cada placa contém o enaltecimento a pessoas que ultrapassaram em muito as metas que delas se esperava. Os nomes não constantes em cada marco dessa rodovia, não significa que não tiveram importância na sua história, pelo contrário, são considerados importantíssimos, notáveis mesmo, na avaliação daqueles que integram a grande família BANDEIRANTES que em 2027 estará comemorando os 90 anos em que tudo começou.
Até o dia em que todos iremos soprar as velinhas, a equipe do Centro de Documentação e Memória da rádio Bandeirantes – CEDOM – que já está na estrada, espera reunir muitos episódios para contar aos mais jovens e recordar aos mais antigos – colaboradores e ouvintes – os verdadeiros protagonistas dessa bonita história.





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