Antônio Moreira da Silva, “malandro” dos mais queridos em nosso País, morreu no ano 2000 quando já havia completado 98 anos de vida. A expressão “malandro” não se refere à sua conduta, ao seu estilo de vida e, sim, ao estereótipo que ele mesmo criou quando se tornou cantor profissional, uma fantasia que incorporou de tal maneira que dava a todos a certeza de que na vida real ele era aquilo que o jargão policial define como 171, isto é, aplicador de golpes, vadio, briguento, explorador dos otários e das mulheres de pouca reputação, frequentador contumaz dos bilhares que existiam em cada quarteirão. A fama era o resultado da vestimenta com a qual se apresentava em seus shows, do palavreado próprio da malandragem daqueles tempos e, principalmente, ao gênero de música do qual tornou-se o maior intérprete, o samba de breque. Já estava na estrada desde 1934 atuando no programa Casé, da rádio Philips do Rio de Janeiro, quando, em 1937, sua sorte mudou definitivamente ao se apresentar num espetáculo no Cassino da Urca. Na plateia, em meio a muita gente, estava o diretor da rádio Mayrink Veiga, Cesar Ladeira. Moreira da Silva contava, assim, os detalhes
No dia 29 de abril do ano 2000, Moreira da Silva, que também era anunciado como Kid Morengueira, caiu um tombo em sua residência e foi internado no Hospital dos Servidores no Rio de Janeiro onde permaneceu até a manhã de 6 de junho quando veio a falecer em consequência da falência múltipla de seus órgãos






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