Ainda repercute por toda a Europa, assim como em outros continentes, a morte na terça feira, 23/09, da atriz Claudia Cardinale, rosto emblemático do cinema nos anos sessenta. Claudia trabalhou com diretores da maior expressão como Luchino Visconti, Federico Fellini e Sergio Leone, responsáveis por popularizar o cinema italiano no mundo após o neorrealismo de Roberto Rossellini. O rádio me proporcionou a oportunidade de entrevistar pessoas muito interessantes, inteligentes, cultas e, também, de rara beleza, entre elas Sophia Loren, Monica Vitti, Sara Montiel, Gina Lollobrígida e Claudia Cardinale que me foi apresentada por Gina em 1972. Tinha ido à residência de Lollobrígida na Via Appia Antica, Roma, num final de tarde para entrevista-la e, por uma rara e feliz coincidência, aconteceu o inesperado que vai abaixo relatado:

No trecho da entrevista de Claudia Cardinale editado para esta coluna, ela disse que se recusou a fazer cinema em inúmeras ocasiões. Certo dia, ajudando sua mãe numa festa beneficente no consulado italiano na Tunísia, acontecia por acaso a eleição da mais bela italiana residente naquele país. Alguém a puxou para o meio das concorrentes e colocou em seu ombro a faixa de vencedora. Foi fotografada por muitos “paparazzi” e ao mesmo tempo convidada para filmar, por vários diretores de cinema que lá se encontravam. Disse não a todos eles e no dia seguinte nos jornais estava sua foto com a legenda: “a jovem que não quer fazer cinema”. Assim tudo começou na bem sucedida carreira de Claudia Cardinale que, ao todo, estrelou mais de uma centena de filmes.






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