O maestro Heitor Villa-Lobos foi, indiscutivelmente, a principal figura da música na Semana de Arte Moderna de 1922. Ele já era um dos mais importantes compositores brasileiros à época do evento”. A afirmação é do maestro Isaac Karabtchevsky, estudioso da obra de Villa-Lobos, em entrevista à revista Veja em outubro de 2021. “Como herança da semana, eu citaria a ruptura do academicismo e do tradicionalismo, além de uma incessante procura de valores que pudessem ressaltar a identidade brasileira”, concluiu Karabtchevsky. Existem centenas de publicações sobre a semana modernista realizada no Teatro Municipal de São Paulo de 13 a 17 de fevereiro de 1922, e todas elas citam como seus principais participantes, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral, Menotti del Picchia, Victor Brecheret e, obviamente, Heitor Villa-Lobos. Por razões que a vã filosofia é incapaz de interpretar, Villa-Lobos negava ter dado qualquer contribuição àquele importante evento. De meus arquivos pessoais ouçam, abaixo, trecho de rara entrevista do maestro Villa-Lobos. Foi na TV Tupi de São Paulo no programa Encontro entre Amigos, em 1957:
Nascido no Rio de Janeiro em março de 1887, lá mesmo Villa-Lobos faleceu em novembro de 1959. Ele é descrito por todos que se ocuparam em escrever sua trajetória de vida, como a figura criativa mais significativa do século XX na música clássica brasileira. Ao todo, escreveu mais de 2 mil obras orquestrais, de câmara, instrumentais e vocais.






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